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Mostrando postagens com o rótulo emoções

Um desabafo sobre o trabalho

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Eu invisto diversas horas da minha semana para o consultório e o contato constante com as emoções de outras pessoas. A relação da mente inconsciente com a elaboração racional e consciente são coisas que me encantam e que fazem parte do meu dia a dia. Também invisto uma quantidade de horas semelhantes para analisar os materiais dos pacientes, encontrar conexões e intervenções possíveis. Um tópico me chama bastante atenção: O Trabalho ! De maneira geral o ser humano compreende o trabalho como uma oportunidade de desenvolver-se profissionalmente e/ou de promover seu próprio sustento . Na fala de algumas pessoas o trabalho tem um peso , carrega-se como um fardo . Em nossa sociedade contemporânea incentiva-se as pessoas a trabalharem a semana para chegar o sábado , os meses para chegar as férias e os anos para se chegar a aposentadoria . De longe estou sugerindo que o trabalho deve ser apenas aquele que nos anima, que nos motiva. Isso seria romantizar as abordagens qu...

O que desejo para nosso final de ano?

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A arte foi a forma que o ser humano encontrou de mostrar a si mesmo que é muito mais do que imagina ser. Enquanto nos fechamos em leituras técnicas, aprendendo o abc e suas famílias, os resultados das operações matemáticas, as consequências químicas de uma ligação covalente com o hidrogênio, buscando leituras lógicas para nosso mundo e determinados a explicar isso a outras pessoas, no meio disso tudo vamos gastando nossos neurônios com um formato de ver o mundo, e ali do outro lado do hemisfério cerebral encontramos Monet, Wagner, Van Gogh, Mozart revolucionando tudo que entendemos como lógico . Lançando um olhar para as coisas e nos mostrando como conseguem enxergar o mundo. O ser humano lógico é sem graça, frustrado e cansativo. A arte teve que ser inventada para que o ser humano conseguisse existir sem cometer suicídio na adolescência, onde nada é lógico e nenhuma explicação convence . Nessa fase da vida é bem melhor se fechar no quarto e ouvir Led Zeppelin, Pitty, B...

Como nos sentimos?

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Nossas emoções podem ser reguladas e organizadas ou descompassadas e completamente jogadas ao vento .  Monet Geralmente no primeiro cenário temos uma vida bem planejada e executada com muita destreza, são seres humanos que possuem tudo para serem felizes , tudo, absolutamente tudo que está fora desses indivíduos está no seu devido lugar; galgaram degraus, se esforçaram muito e colhem agora todos os frutos que plantaram, só que isso tem um preço . Pressionar a mente e seus sentimentos transforma o ser em uma bolha de profunda angústia , cheia de desespero, ansiedade e compulsões. No segundo cenário a vida que se vive é tão intensa quanto o que se sente , as coisas ficam desorganizadas fora de si para que o sujeito lembre-se o quão tudo está fora do seu lugar dentro de si, e isso é libertador , as emoções brotam, mesmo aquelas desconfortáveis, mas com a mesma força que surgem , se esvaem . Pessoas que vivem assim deixam a pia cheia de louça por semanas, deixam o ch...

Fenômenos midiáticos, para que servem?

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Aqueles que me conhecem pessoalmente sabem que eu tenho pouco tempo para TV e deixei de ver canais abertos há alguns anos. Porém continuo me atualizando dia após dia através do twitter , uma rede social leve e com poucos debates intermináveis que envolvem os egos inflados que observamos no facebook. Pois bem, hoje ao abrir o meu twitter encontro nos assuntos mais comentados um tema bastante incomum: goza na minha boca . Depois de algumas leituras descubro que uma participante do BBB, embaixo do edredom, enquanto transava com um outro participante soltou o pedido: goza na minha boca. Comecei a ver que haviam diversos comentários , uns que criticavam-na pelo pedido, outros que criticavam a sociedade por ter o sexo como tabu, e outros que acreditavam que o problema da sociedade era com a sexualidade feminina e a visão moderna deste aspecto. Então resolvi escrever esse texto para refletir sobre algumas perguntas: 1) Como podemos observar o pedido incomum em uma ótica mental/emoci...