Defina-me ou te devoro

Vivo, hoje, em uma eterna complexidade delirante

Procuro ser o mais simples possível, mas peço que a vida brilhe mais do que anteriormente

Reflito sobre vários caminhos, sobre suas conseqüências e tomo atitudes que refletem forte luz nos olhos alheios... Ofusca, algumas vezes, o meu próprio olhar.

Não sinto, nem ressinto coisas cotidianas, em meu recinto entram apenas afins.

Torturo-me por decisões brilhantes e esqueço-me do detalhar-me, do construir-me , do definir-me. Do abraço que não escolhi ainda se darei, do formato de expressar-me que não optei por fazer... do vazio que invade cada atitude diária, repetida e nova para o meu consciente.

Sou fazedor, pois como formador já me nomearam... agora quero fazer as coisas, não mais estudá-las, não mais descobri sua essência, não mais destrinchá-las como se fossem minhas e que me incidisse total direito sobre elas... quero apenas contemplá-las como a vida o faz diariamente.

E nesse instante penso em olhos que brilham ao me ver, em brilhos distintos e “brilhares” ensurdecedores, em meios e emoções despertas e em retinas que constroem imagens diferentes de mim... e nesse recordar-se me indago e questiono-me: onde residir? Em meus mais sôfregos delírios de vermes internos por coisas brilhantes? Ou no brilho desperdiçado do olhar amigo que me atrai... onde definir-me?

Comentários

  1. Olá, Ádamo,

    Este negócio de se auto-definir é um troço muito louco...já desisti, mas poeticamente "prefiro ser essa metamorfose ambulante"...abraços,

    Araceli Sobreira
    www.pedradosertao.blogspot.com

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