“Se mostra SESC”

Perdoe-me a confusão literária no título, mas é que este período me deixa mais atordoado ainda. Declaro logo que não faço parte das correntes revolucionárias que são contra a Mostra SESC, muito menos participo da tal instituição citada, sou daqueles tão simples quanto a cultura, tão conciso quanto a diversidade cultural deve ser, ou melhor é!

Não queria me pronunciar, porém é quase impossível, quero lhe relatar amigo leitor um constrangimento causado nesta quinta-feira (17/11). Dentre os muitos espetáculos da mostra escolhi ENCANTRAGO da Herê Aquino para assistir, estava marcado para o dia 17/11 às 23:00 horas no Galpão das Artes e em todas as mídias de divulgação da programação tinha uma observação que os ingressos iniciariam as vendas com uma hora de antecedência. Conhecedor da desorganização do evento liguei para o SESC às 21:00 para confirmar a dinâmica de comercialização da arte... ou digo, dos ingressos. E ai a surpresa: NÃO TEM MAIS INGRESSO. Mais um ano que os “crachazeiros” (portadores de crachá) dominam as arquibancadas e formam as platéias, mais um ano onde a arte (não caririense, diga de passagem) deve circular para poucos. E depois de cinco anos vendo a Mostra acontecer continuo me perguntando: Como um evento deste porte, que movimenta toda a cidade, não matem uma parceria fortificada com a prefeitura do município e/ou do estado? O que há com a referida Mostra que os governos federais, estaduais ou municipais não podem perceber? Não há parceira porque há uma sustentabilidade ou porque cria-se uma roda de amigos fingindo valorizar a cultura regional e fingindo enriquecer culturalmente e financeiramente a região?

E a grande pergunta persiste: Podemos encaixotar cultura?

Infelizmente preciso prosseguir com as minhas interrogações e indignações, perdoe-me, mas não consigo compreender a mostra CARIRI DE TEATRO com aldeia em FORTALEZA e com raros espetáculos e artistas da referida região.

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