Nós e nossas visões limitadas...

"Esses muros são construídos
Pela visão limitada de alguém"
Pitty

Tudo que observo passa por meu crivo pessoal, minha visão de mundo!
Posso descrever para você que em Recife existe um caminho em linha reta que é banhado pelo lado direito pelo mar e pelo lado esquerdo pelo rio Capibaribe. Ali o sol é intenso, pois não há árvore nem lugares fechados nessa estrada, e que várias pessoas trafegam por ali, seja de carro, de bicicleta, de moto ou a pé para verem esculturas que foram posicionadas em um ponto estratégico da cidade.

Quem conhece Recife pode saber que falo daquela escultura do Brennand que pode ser vista do Marco Zero, quem não conhece Recife conheceu um pouco através do meu olhar.

Mas há um fenômeno interessante com a nossa mente!
Caso eu volte ao ambiante e me aventure a descreve-lo novamente, é bem provável que a descrição seja outra. É aquele velho pensamento de Heráclito: "Ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isto acontece já não se é mais o mesmo. Assim como as águas que já serão outras."

Então você há de concordar comigo que tudo o que observamos passa por nossa capacidade de observar! Existem várias formas de acreditar que uma bactéria pode se proliferar e causar uma inflamação na minha garganta. Posso imaginar isso acontecendo de várias maneiras... de forma lúdica eu penso em pequenos "seres" sorrindo e se multiplicando.

Como concordamos com os pontos apresentados anteriormente, é fácil concordar que o mesmo acontece com nossas experiências (caso discorde deixe seu comentário).
Elegemos memórias para trazer à nossa mente diariamente, quando nos falta auto-conhecimento é comum nos perdermos em situações dolorosas por um longo período. Quando iniciamos essa jornada de apropriação de nós mesmos, ou de individuação, conseguimos ampliar um pouco a nossa capacidade de ver as coisas, pegamos emprestado a visão de mundo de outras pessoas, olhamos com outros olhos a mesma situação, aprendemos a ter sabedoria e paciência, que me parecem virtudes interessantes para se alimentar quando estamos compreendendo e aliviando o sofrimento psíquico.

Por vezes penso que nossa avaliação sobre as coisas é limitada por nossa capacidade de ver as próprias coisas. Inclusive minha visão agora, nesse texto, é representada por uma limitação que posso superar daqui a alguns minutos... Ou não! Dependerá dos esforços empreendidos nesse processo.

O quanto estou empenhado em ver o mundo com um olhar mais amplo?

A proposta que lhe faço, na verdade é um convite, é que você possa olhar para as mesmas coisas que  já conhece com outros olhos. Certamente as pessoas ao seu redor, sua casa, seu carro, seu trabalho... tudo isso continuará sendo o mesmo. Mas talvez ao mudar o seu olhar, mude também compreensões e sensações que você guardava sobre tudo isso.

Ampliar nosso olhar é algo essencial para nossa evolução.

Quem sabe podemos nos sentir mais confortáveis quando pudermos olhar em direção ao futuro ou ao passado e deixemos de investir energia nas ansiedades que nos cercam, mantendo o equilíbrio necessário para continuarmos empreendendo esforços nessa grande jornada, onde nosso papel é nos tornar nós mesmos!

Forte abraço,
A.B.

Comentários

  1. Respostas
    1. Obrigado Ana Paula. Pelo comentário e por tudo!

      Abraços,

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  2. Parabéns pelo texto, Adamo. Concordo plenamente com você e acho que isso é bem perceptível pelo dia e pelo humor que estamos, o quanto até as "cores" podem mudar, quando estamos tristes é como se enxergassemos uma fumaça cinzenta cobrindo tudo. Seu convite é bem interessante, mas muitas vezes é difícil ter olhar amplo diante da nossa própria dificuldade de enxergar além do que estamos sentindo.

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    1. Sim, sim... é um exercício Amanda... que bom que foi reflexivo.

      Forte abraço!

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  3. No meio da densa floresta onde pareço estar só e sendo observada por misteriosas criaturas, surgem clareiras... E nelas, há correspondências abertas. Apesar de já ter sido lida por "alguém", leio e releio a carta como se eu fosse o único destinatário. Fico um tempo pensando (tb permitindo-me ser vista por quem mora na floresta) e, já não tão igual a antes, sigo mais nativa... E avanço na floresta que me chama.

    Muito grata pela correspondência... 😊

    L.

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    1. Nossa Lua! Que depoimento interessante!
      Obrigado por compartilhar!

      Abraços!

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  4. Importantes apontamentos sobre a percepção e a memória, ditos de forma bastante agradável.

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    1. Obrigado Maércio!
      Que bom que os textos são úteis!

      Abraços,

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