Filme 2/53 - Lucy

Caríssimos amigos, termino de ver esse filme com a sensação que de fato é impossível servir a dois senhores.
Comecemos pelas banalidades técnicas.
O filme tem uma boa direção, apesar de deixar inúmeras pontas abertas os roteiristas se esforçaram MUITO para finalizar alguns itens que poderiam empobrecer a história.
Apesar do Luc Besson fazer um ótimo trabalho penso que ele quis comprar o telespectador pelos efeitos e pela extrema anormalidade que Lucy vai ganhando com o tempo. Tudo bem que a expansão da capacidade cerebral é algo fora do normal, mas lembremos que quando se trabalha com a anormalidade não dá pra usar coisas tão normais no meio do caminho. Por vezes pensei que estava assistindo algum quadrinho da marvel, e olha que gosto muito!
O perigo reside ai, em colocar superpoderes em alguém normal no mundo real.
Foi um risco!

A Scarlett Johansson continua fantástica em minha avaliação, e o Morgan Freeman indiscutivelmente continua conseguindo fazer o diferencial em seus personagens, mesmo tendo uma base quase idêntica aos demais. Sabe aquele trejeito que muda a essência, sabe aquela pessoa que lembra alguém, mas em algum ponto do filme você diz: eu me confundi, esse ai é alguém novo, e não alguém que eu conheço.

Agora vamos a pontos mais profundos da estrutura!

Huxley seja louvado em nos entregar tamanha obra literária fruto de experiências psicodélicas. Quando o filme foi criado para ser consumido deixou de lado toda a inspiração do processo, observe que o compartilhamento, causa essencial para todo o conhecimento (segundo o filme) é fruto da inteligência humana, é como se nós fôssemos os criadores de nós mesmos. Alguém viu isso em Interestelar também? Ou só eu?

Mas aqui vai as maiores indicações que faço para os senhores e senhoras que viram esse filme e que ficaram com a sensação de quero mais...

OLDBOY

1988. Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair ele liga para casa de uma cabine telefônica e logo em seguida desaparece, dexando como pista apenas o presente de aniversário que havia comprado para a filha. Pouco depois ele percebe estar em uma estranha prisão, que na verdade é um quarto de hotel onde há apenas uma TV ligada, no qual recebe pouca comida na porta e respira um gás que o faz dormir diariamente. Através do noticiário da TV ele descobre que é o principal suspeito do assassinato brutal de sua esposa, o que faz com que tente o suicídio. Sem obter sucesso, ele passa a se adaptar à escuridão de seu quarto e a preparar seu corpo e sua mente para sobreviver à pena que está sendo obrigado a cumprir sem saber o porquê.

Esse filme foi regravado... não me entreguei a sua nova versão, prefiro a de 2003... sendo que já houve uma filmagem mais antiga, mas acho que a de 2003 é bem fiel.

E o grande, fantástico e super... LAIN.
Isso me atormentou durante alguns anos da minha pré-adolescência e adolescência...



Serial Experiments Lain (シリアルエクスペリメンツレイン, shiriaru ekusuperimentsu rein?) é uma série animelançada pelo estúdio Triangle Staff, dirigida por Ryutaro Nakamura e desenhada por Yoshitoshi ABe. A série foi transmitida pela TV Tokyo de Julho a Setembro de 1998 e teve um jogo para PlayStation lançado no mesmo ano.
Lain pode ser considerado um anime de vanguarda (ou avant-garde) influenciado por temas filosóficos como realidadeidentidadecomunicação e deus. A série se foca em Lain Iwakura, uma adolescente japonesa moradora dos subúrbios, e sua introdução à Wired, uma rede de comunicação global similar à internet. Lain mora com sua família de classe-média, que consiste em sua inexpressiva irmã mais velha Mika, sua fria mãe, e seu pai obcecado por computadores. A primeira agitação em sua vida solitária acontece quando ela descobre que as garotas de sua escola receberam um e-mail de Chisa Yomoda, uma colega de escola que se suicidou. Quando Lain lê a mensagem em casa, Chisa a conta (em tempo real) que não está morta, mas que somente "abandonou a carne", e encontrou Deus na Wired. a partir de então Lain é compelida a um caminho que a leva, cada vez mais profundamente, à rede e aos seus próprios pensamentos.

Então é isso galera, não falarei mais nada.
Vejam as indicações e comentem comigo!

No mais achei Lucy um pouco fraco e sem criatividade para alguns aspectos, fiquei com a impressão de que a tecnologia digital é o tudo, o todo e o plus...

Abraços a todos os leitores.

Obs.(SPOILER):





Gostei da associação do nome da personagem com a nossa "ancestral" e a repetição do quadro de Da Vinci... Deus é uma loira sentada em uma cadeira giratória e de mini-saia... rsrsrsrsrsrsr


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