Filme 7/53 - Boyhood

É como estar suspenso!

Sei que há uma corda, a me segurar, sei onde colocar o meu pé, minhas mãos, sei exatamente o que fazer, como fazer, onde fazer, só não o quero feito.

Parece que é estar suspenso, de braços abertos, esperando o momento, seja ele qual for, nem especial nem insignificante. É apenas o momento, nem certo nem errado, é só O momento.

As vezes até me demoro no piso do desfiladeiro, subo um pouco, removo os equipamentos e fico mentindo para mim mesmo, dizendo que subindo em círculos, em rampas menores eu vou conseguir atingir o topo. Assim não vale, assim não traz a experiência profunda, assim é o assim que todos esperam que sejam, devagar e constante, divagar em formas obtusas me faz mudar.

Quando percebo me atiro, me suspendo, me entrego ao limite e sumo, subo, cresço, avolumo.
Parece ser irritável mentir para si mesmo, parece ser vulnerável não descobrir-se e descobrindo-se percebemos a fragilidade de ser.
E é nesse subir e ficar que me acho no caminho, agitei-me, entreguei-me e agora perceberei o que acontecerá.


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Primeiro: QUE TRILHA SONORA FANTÁSTICA!!
Músicas bem escolhidas, pontualmente inseridas, justificadas e linkadas com o roteiro e a sensação do personagem principal. Foi intencional colocar a trilha sonora de forma tão pontual? Já que seu pai era "músico"??

Os pequenos ensinamentos, as referências no processo de identidade, a vida!!
A Patricia Arquette poderia estar melhor? Nunca!! Fantástica a sua evolução, a consciência da sua personagem, o encontro consigo mesma depois da vida vivida.

Envolvente, quando estava cansativo conseguia mudar de forma brilhante o direcionamento, planos bem colocados, fotografia brilhante, colorações ideais. Sabe o que é pegar o simples e mostrar o simples para os olhos simples? Isso é Boyhood. Encantador!

Certamente o melhor filme que vi esse ano!
INSPIRADOR

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